AMOR ANDARILHO Sou passagem, tempestade ou vento brando Rastro tênue deixado nesta estrada Olhos secos, sou tristeza, sou espanto Uma sombra, um silêncio que se apaga De corações, um dia já fui chave Dos sonhos, de um tempo que passou O vazio no peito, é uma clave Que o teu silêncio no meu peito disparou As vestes são saudade nua e fria Nosso amor morre aos poucos sem raízes Flor que não nasceu desta magia Só semeou muita dor e cicatrizes Parti... partistes, não se sabe Para um lugar que até hoje eu não sei Sou andarilha nesta terra que não me cabe Nos teus braços nunca mais eu ficarei Por Helena Pereira (Pseudônimo Lunah Lan)
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Mostrando postagens de janeiro, 2025
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Nas veredas do meu tempo Brota um afinado lamento Nos dias de chuva e sol E na calada do vento A semente da poesia Germina pura e eterna Desperta em mim evidente Nasce ardente e terna Mas as urgências da vida Com um grito estridente Faz-me matar os brotos Tão breve eles nascentes Por entre as minhas horas Reuniões e compromissos Ouço em silêncio chamado E abafo nos meus sumiços A poesia pede espaço Vem rasgando o meu peito E eu torço o compasso Saio a francesa, se jeito No recôndito persiste Nos gestos e no olhar Silenciada, ela existe Teima em não se calar A cada momento vivido Decido essa indecisão Conto o que eu tenho sentido? Ou calo na escuridão!? Por Helena Pereira (pseudônimo Lunah Lan)
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RAÍZES ENTRELAÇADAS Na vasta teia de culturas que compõem o tecido desta nação, há fios tecidos profundamente, que originam riqueza única e irreplicável. Guardiões de tradições ancestrais, detentores de sabedoria que transcende os tempos. Vozes que reverberam nas entranhas do Brasil desde tempos imemoriais. Donos das matas e rios, forjadores de uma relação sagrada, com uma cosmogonia que tece a tapeçaria onde humanos, animais e espíritos dançam com a natureza de testemunha dos cânticos e rezas entoados. Herdeiros da resistência, mantêm viva a memória daqueles que enfrentaram a opressão e o açoite. Encontram refúgio nas entranhas das aldeias, onde perpetuam a cultura que celebra a liberdade e suam dignidade, mas ainda choram lágrimas de sangue. Suas redes entrelaçadas, são barcos que bailam nas ondas da sabedoria, dos segredos, das correntes e das estrelas. Seu modo de vida é testemunho do humano e do vasto oceano que abraça esta terra. Cultura adaptada à dureza de vidas ári...
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NÓS DOIS Na estrada velha Mãos dadas Juntos a caminhar Com cabelos já prateados Mas a estrela do amor Ainda está a brilhar. Nossas velhas histórias São páginas de livros Como as rugas são traços Escritas com todo amor No rosto encontram abrigo Testemunham nossos passos Encontramos a nossa dança Que entrelaça de esperança Os nossos passos lentos e incertos De um amor eterno Sem limites Nem desertos Por Helena Pereira (pseudônimo Lunah Lan)